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Redução da jornada de trabalho: mais empregos e qualidade de vida

 

10/12/2012

 

A redução da jornada de trabalho é um assunto amplamente discutido pela sociedade brasileira, principalmente por seus principais interessados, trabalhadores e empresários. Esta é uma bandeira histórica da classe trabalhadora em nível mundial. Considerado um tabu, a redução da atual jornada de 44 horas semanais, passou a ser lembrada nos gabinetes de Brasília como "medida possível" de ser tomada até o fim do governo Dilma Rousseff, em 2014. A ideia é muito popular no mundo sindical.

 

A última redução do período semanal de trabalho ocorrida no Brasil aconteceu na Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas. Na prática, a média de duração do trabalho já é inferior às 44 horas previstas na Constituição. E muitas empresas brasileiras já trabalham no regime de 40 horas. E na maioria dos casos essa redução foi negociada entre patrões e empregados. Ou seja, com a participação sindical. Dois dos maiores sindicatos do Brasil - dos metalúrgicos do ABC, que representa 112 mil trabalhadores, e dos metalúrgicos de São Paulo, que representa 430 mil trabalhadores - cumprem jornada de, no máximo, 40 horas semanais há quase dez anos.

 

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Cargas de Linhas Internacionais do RS – Sindimercosul, Jorge Frizzo, acredita que é preciso defender a valorização do trabalho e do trabalhador, pois é ele o verdadeiro responsável pelo desenvolvimento deste país. “Precisamos reduzir as horas trabalhadas, para gerar mais empregos e qualidade de vida aos trabalhadores".

 

A redução visa tornar menos exaustiva a jornada, ampliar o tempo para lazer, qualificação e vida social e também gerar empregos. Ela também evitará muitos acidentes de trabalho, ocasionados pelo cansaço. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) a redução da jornada pode gerar até 2 milhões de novos postos de trabalho em todo País.

 

A jornada brasileira é maior que a de países desenvolvidos e até de outros latino-americanos, segundo o Dieese. Na Alemanha, a jornada semanal é de 39 horas; nos Estados Unidos, 40; na França, 38; no Japão, 43; e no Canadá, 31 horas. No Chile, a jornada semanal é de 43 horas e na Argentina, de 39. Nestes países, a jornada foi reduzida nos últimos 20 anos.

 

 

Eduardo Soares Brüggemann

Com informações do Estadão

 

 

 

 

 

 
 

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